Outras estreias:
"Firewall", de Richard Loncraine
"Scary Movie 4 - Que Susto de Filme!", de David Zucker
"Uma Família dos Diabos", de Niall Johnson
"Vem Comigo", de Clément Virgo
Infelizmente o mais recente álbum de Fiona Apple, "Extraordinary Machine", pouco tem de extraordinário, mas por vezes a cantora/compositora ainda consegue proporcionar momentos à altura do registo anterior, "When the Pawn (...)". É o caso de "O' Sailor", cujo vídeo está aí ao lado. Oh Fiona...
E O VEREDICTO É: 3,5/5 - BOM
E O VEREDICTO É: 3,5/5 - BOM
À medida que vigia e interage com a cativante Heesoo, o frio e austero Sun-Woo toma contacto com as suas emoções, até então reprimidas, e não consegue matar a jovem quando descobre que esta trai o seu patrão com um amante. Tal atitude não passa despercebida perante o seu chefe e colegas e torna o protagonista num alvo a abater, despoletando uma espiral de tensão, perseguições, desilusões e algum sadismo.
Embora o ponto de partida do filme possa parecer simplista, Kim Jae-woon sabe como construir um vibrante retrato de sangue, suor e lágrimas, valendo-se de personagens que, sem fugirem muito aos estereótipos, são adequadas e razoavelmente trabalhadas, mas convencendo especialmente pela impressionante energia visual que insere tanto nas sequências de acção (e são muitas e bem coreografadas) como nas mais introspectivas e pausadas (relevantes para a exploração do conflito emocional de Sun-Woo).
Conciliando traços do thriller, film noir ou mesmo western, “Doce Tortura” nem sempre se desenvolve de forma interessante – a primeira das duas horas falha em conseguir envolver a espaços -, mas possui cenas muito inspiradas, como as do massacre do protagonista por parte de uma dezena de antagonistas, filmadas com um arrojo e um nervosismo de tirar o fôlego, assim como as do portentoso desenlace, outro requintado concentrado de energia cinética.
A acentuada estilização da violência tanto se aproxima da saga “Kill Bill - A Vingança”, de Quentin Tarantino, da trilogia “Infiltrados”, de Andrew Lau e Alan Mak, ou de “Oldboy – Velho Amigo”, de Park Chan-Wook, ainda que “Doce Tortura” contenha méritos próprios e consiga valer por si, fruto da criatividade da câmara de Jae-woon, das não menos hipnóticas fotografia e banda-sonora e do carisma do actor principal, Lee Byung-heon. O balanço é assim positivo e saúda-se esta boa surpresa vinda do cada vez mais profícuo cinema oriental.
E O VEREDICTO É: 3/5 - BOM
E O VEREDICTO É: 4/5 - MUITO BOM
E O VEREDICTO É: 4/5 - MUITO BOM
Muitos filmes, alguns discos, livros de vez em quando e tudo o que esteja lá perto