sábado, julho 30, 2005
I'LL BE BACK
MY PICTURES
SELECÇÃO DE ESPERANÇAS
Num período em que muitas das melhores bandas actuais se inspiram no pós-punk/ new wave de finais dos anos 70/ inícios de 80, os britânicos Kaiser Chiefs são mais um dos projectos que recupera influências dessa época e oferece, em "Employment", um curioso álbum de estreia.
Praticante de uma pop dinâmica e solarenga, este quinteto de Leeds apresenta 12 canções com potencial para se tornarem em singles trauteáveis e viciantes.
Com traços retro mas não excessivamente nostálgico, "Employment" é um registo promissor e cativante, embora seja, a espaços, demasiado derivativo. Os temas do disco aproximam-se de referências das décadas de 80 (Madness, The Jam), 90 (Blur, Divine Comedy, Dandy Warhols) e de nomes-chave dos dias de hoje (Dogs Die in Hot Cars e, claro, os incontornáveis Franz Ferdinand).
Mesmo com as óbvias piscadelas de olho a outras bandas - de resto, compreensíveis num álbum de estreia -, os Kaiser Chiefs proporcionam um conjunto de canções irreverentes, dançáveis e lúdicas, com apelativas doses de humor, sentido teatral e alguma melancolia.
Não sendo especialmente inovador e expondo alguns desequilíbrios - a primeira metade é mais coesa do que a segunda - "Employment" não chega a ser um grande disco, mas com canções do calibre de "Everyday I Love You Less and Less", "Modern Way", "Oh My God" ou "I Predict a Riot" os Kaiser Chiefs provam possuir energia e consistência suficientes para constarem entre as boas surpresas de 2005. Já não é nada mau para uma estreia...
E O VEREDICTO É: 3/5 - BOM
sexta-feira, julho 29, 2005
CÃO QUE LADRA...FAZ BARULHO!!!
A UNIÃO FAZ A FORÇA
Uma das boas surpresas do cinema francês recente, "Nos Meus Lábios" (Sur Mes Lèvres) apresenta uma bem conseguida mistura de drama e policial, desenvolvendo atmosferas de suspense sem nunca subvalorizar a complexidade das personagens.
O ponto de partida desta película de Jacques Audiard é a relação de Carla, uma secretária parcialmente surda de uma empresa de construção, e Paul, um ex-condenado que tenta reorganizar a sua vida e vai auxiliar Carla no emprego.
Solitários e com um dia-a-dia pouco próspero, os protagonistas de "Nos Meus Lábios" geram uma ligação que os faz adoptar uma postura menos individualista e, aos poucos e em conjunto, conseguem ir superando alguns obstáculos.
Assim, Carla vai ultrapassando a sua timidez e insegurança, características que levam a que os outros a subestimem, e Paul vê reduzida a sua esfera de inadaptação e desvio.
Seguindo estas duas personagens de perto, "Nos Meus Lábios" é um filme intimista que entrecruza eficazmente tensão dramática com as inquietações próprias de um thriller, proporcionando um interessante olhar sobre o amor, a solidão, os laços de confiança ou o ostracismo visível nas relações sociais contemporâneas.
Jacques Audiard ofecerece um seguro trabalho de realização, apostando num realismo lacónico, num estilo sóbrio e num ritmo astuto e envolvente. A direcção de actores é igualmente sólida, com destaque para o par central, composto por Emmanuelle Devos (apropriadamente frágil e relutante) e Vincent Cassel (em mais um desempenho viril e carismático).
Longe de revolucionário, mas quase sempre entusiasmante - excepto no dispensável subplot sobre o desaparecimento da esposa do polícia - "Nos Meus Lábios" é uma obra intrigante, sensível e absorvente, mais um exemplo da versatilidade da cinematografia francesa actual.
E O VEREDICTO É: 3/5 - BOM
BE COOL
Após três álbuns que os tornaram num dos nomes centrais do trip-hop, os Morcheeba apresentaram em 2002, com "Charango", um sólido regresso após a recepção algo fria de que o álbum anterior, "Fragments of Freedom", foi alvo.
Expondo mais semelhanças com o segundo registo de originais, "Big Calm", do que com o seu antecessor, "Charango" apresenta aquilo que o trio britânico sabe fazer melhor: um conjunto de canções baseadas no formato trip-hop que não recusam contaminações da soul, pop, funk, R&B e hip-hop.
Embora leves e acessíveis, com potencial para constarem em playlists formatadas - de que foram exemplo os singles "Otherwise" e "Way Beyound" - os temas do disco condensam também engenho e subtileza q.b., não se esgotando às primeiras audições e constituindo um apelativo cardápio sonoro.
Uma das maiores forças do trio é a voz de Skye Edwards (aqui na sua última colaboração, uma vez que a vocalista desistiu do projecto entretanto), sedutora e envolvente, que se entrelaça naturalmente com as atmosferas lânguidas e apaziguadas das canções.
Para além de Edwards, "Charango" conta ainda com as vozes dos rappers Pace Won e Slick Rick e do vocalista dos Lambchop, Kurt Wagner (que participa no grande momento do álbum, "What New York Couples Fight About", uma das melhores canções dos Morcheeba).
Apesar de ser um disco agradável e consistente, "Charango" peca por não acrescentar muito ao que a banda fez em registos anteriores, limitando-se a dar continuidade aos ambientes de "Big Calm". Tal não é necessariamente negativo, sobretudo quando a maioria das canções são convincentes - e por vezes muito boas, como "Get Along" e "Public Displays of Affection" -, mas não faz deste um disco especialmente ousado ou inventivo. É, contudo, um álbum que ainda irradia frescura e vitalidade mais do que suficientes para se tornar num objecto a ouvir, de preferência numa tarde calorosa marcada pela tranquilidade e inércia.
E O VEREDICTO É: 3/5 - BOM
BLINKS & LINKS
quinta-feira, julho 28, 2005
OLD (X)SCHOOL
Em tempo de férias, aproveitei para dedicar alguma atenção aos livros de BD que ainda tenho por perto, onde constam as aventuras dos "Novos Mutantes", um dos muitos títulos originados a partir do universo dos X-Men...
Reparei que já lá vão mais de dez anos desde que comecei a acompanhar estas personagens, e lembrei-me da época em que dedicava a maioria do meu tempo a ler ou a fazer BD, antes de me interessar pelo cinema, música ou qualquer outra coisa, quando esperava vir a tornar-me desenhador num futuro então distante (yeah right...). Pois é, foi uma aspiração que se diluiu com o tempo, aos poucos fui deixando de me dedicar à nona arte, embora ainda tenha mantido a chama acesa até à faculdade, sobretudo quando o mais interessante em algumas aulas era mesmo ilustrar os cadernos...
Parece que ainda foi ontem que comecei a acompanhar o Sam, o Roberto, a Rahne, o Warlock (R.I.P.), o Rictor e a Tabitha, que segui do início ao fim da adolescência... Depois de tantos anos, todos mudámos, acho que eu mais do que eles, e já passámos por várias novas fases e sagas, até que lhes fui perdendo o rasto, assim como a outras coisas que deixei para trás... Entretanto, por vezes há elementos que recuperamos e desenterramos do passado, mas até que ponto valerá a pena???
...E pronto, há muito que já não fazia um post tão atípico e auto-indulgente, é o que dá desregular os horários de sono e ficar acordado até às tantas...
QUEM É AQUELA RAPARIGA?
Uma das comédias mais imprevisíveis e desregradas dos últimos anos, "Betty" (Nurse Betty) é a terceira experiência do norte-americano Neil LaBute na realização, depois de "In the Company of Men" e "Your Friends and Neighbours", cortantes retratos do quotidiano suburbano, e antes de "Possessão", mistura entre drama contemporâneo e romance histórico.
O filme centra-se em Betty, uma empregada de café de uma pequena cidade americana que, devido a um abrupto incidente, vê diluídas as fronteiras entre o mundo real e ficcional, o que a leva a crer já ter tido um relacionamento com uma personagem de uma novela que segue com devoção.
Assim, a protagonista deixa a sua terra-natal e parte em busca do seu (suposto) velho amor na tentativa de reatar a relação, mas pelo caminho irá encontrar uma série de figuras e peripécias que tornarão a sua jornada num misto de imprevisibilidade e esquizofrenia.
Amálgama de comédia romântica, filme indie suburbano e thriller esgrouviado, com direito a traços herdados de Quentin Tarantino e dos irmãos Coen, "Betty" é um filme atípico, entrelaçando humor negro e momentos de uma candura comovente.
Apesar das múltiplas referências díspares, LaBute consegue fazer com que a película resulte, nunca deixando o espectador descoordenado com as reviravoltas do intrincado argumento, enveredando por uma realização competente e por uma narrativa que mantém um ritmo capaz de envolver e surpreender.
Esta sátira ao mundo do showbiz (especialmente o televisivo) e ao culto das celebridades torna-se ainda mais fascinante tendo em conta que é protagonizada por um elenco coeso.
Aaron Eckhart é estranhamente pitoresco, Greg Kinnear encarna eficazmente o galã oco e presunçoso, a dupla cómica Morgan Freeman/ Chris Rock é um achado e a protagonista Renée Zellweger emana uma cativante aura de inocência e ingenuidade.
Irónica e offbeat, "Betty" é uma delirante experiência cinematográfica, um conto de fadas on acid que não merece ser confundido com mais uma rotineira comédia norte-americana, uma vez que desconstrói muitos dos clichés habituais nessas produções formatadas. Uma pequena pérola a não perder de vista...
E O VEREDICTO É: 3,5/5 - BOM
quarta-feira, julho 27, 2005
ADEUS ÀS ARMAS
Não sendo um dos títulos mais emblemáticos de David Lodge - autor de obras como "O Museu Britânico Ainda Vem Abaixo", "Duras Verdades" ou "A Troca" -, "Soldados à Força" (Ginger, You're Barmy) é, apesar disso, mais um livro recomendável do elogiado autor britânico.
No centro da acção encontram-se dois estudantes universitários, Jonathan Browne, um britânico agnóstico e cauteloso, e Mike Brady, um irlandês católico de temperamento impulsivo. Colegas de faculdade, os dois jovens tornam-se mais próximos quando são convocados a prestar o serviço militar no mesmo local, desenvolvendo então uma relação de amizade e companheirismo.
Crónica das experiências dos dois amigos nesse novo mundo, "Soldados à Força" apresenta uma perspectiva crítica e atenta acerca da realidade militar e do seu sistema viciado, peripécias que Lodge também viveu e que retrata aqui de forma verosímil e minuciosa.
Parcialmente auto-biográfico - o autor revelou que a dupla de protagonistas não assenta em pessoas que conheceu, mas muitos dos secundários e situações baseiam-se nas suas memórias -, o livro segue sobretudo as experiências de Jonathan, que além de personagem principal é também o narrador.
Obrigado a abdicar do mundo universitário durante algum tempo, o jovem depara-se com um contexto onde a razão e a subtileza se mostram pouco determinantes quando se vê obrigado a aceitar tarefas menores e inúteis.
Já Mike, perante tal cenário humilhante, decide adoptar uma atitude mais proactiva e encetar um plano de revolta, postura que o fará afastar-se cada vez mais do seu colega.
"Soldados à Força" é, à semelhança da maioria das obras de Lodge, um livro escorreito, acessível e lúdico, pontuado por um humor mordaz e credíveis retratos de um quotidiano lacónico.
Não é um título essencial (foi a segunda obra do autor e isso nota-se, e "Artigo 22", de Joseph Heller, é mais ousado na descrição dos absurdos do mundo militar), mas as personagens são suficientemente interessantes e as considerações de Jonathan (ou de Lodge?), embora tenham sido originadas nos anos 50 - período onde decorre a acção - continuam actuais e relevantes. A (re)descobrir…
E O VEREDICTO É: 3/5 - BOM
UMA QUINTA NA PRADARIA
Aos 30 anos, Mathilde, uma técnica de informática parisiense, decide deixar o seu emprego confortável, mas rotineiro, para se tornar agricultora, um sonho antigo mas até então sem concretização.
Assim, deixa a cidade e parte para uma quinta numa zona rural, onde convive durante os primeiros meses com o ex-proprietário desta, Adrien, um velho agricultor que pretende deixar a actividade em breve.
Sustentado sobretudo pela conturbada relação dos seus dois protagonistas, "Uma Andorinha fez a Primavera" (Une Hirondelle a fait le Printemps) proporciona um interessante olhar sobre o quotidiano campestre e assinala a estreia de Christian Carion na realização.
Geralmente plácido e sereno, o filme apresenta um competente estudo de personagens, centrando-se em duas figuras que, embora possuam pontos de vista algo divergentes, acabam por gerar um peculiar relacionamento e apercebem-se de que a tradição e a inovação não são necessariamente incompatíveis.
Christian Carion oferece um retrato curioso do dia-a-dia campestre, dando tanto espaço à prosperidade como a inesperadas contrariedades, e aposta numa realização de traços apropriadamente realistas, próximos de um estilo documental. Mathilde Seigner e Michel Serrault compõem de forma convincente duas personagens marcadas pela obstinação e solidão, com desempenhos espontâneos e credíveis.
Contudo, apesar destes bons elementos, falta a "Uma Andorinha fez a Primavera" alguma intensidade dramática que o faça tornar-se numa experiência cinematográfica mais marcante. É um filme competente e correcto, mas também demasiado linear e cauteloso, sem grandes doses de risco. Não deixa de ser, no entanto, uma película simpática e uma primeira-obra promissora e acolhedora, ainda que sem o golpe de asa que lhe permita atingir vôos mais altos.
E O VEREDICTO É: 2,5/5 - RAZOÁVEL
terça-feira, julho 26, 2005
A RAINHA DA NOITE
Depois dos pouco profícuos álbuns que editou no início da década de 90 - o datado "Erotica" e a mediana passagem pelo R&B de "Bedtime Stories" -, Madonna reinventou-se em 1998 com o marcante "Ray of Light", feliz aposta na pop electrónica que assegurou um regresso em grande após um período de menor visibilidade.
"Music", de 2000, volta a enveredar por domínios electrónicos, mas desta vez as canções não apresentam a vertente intimista e contemplativa do álbum antecessor, antes optam por tons mais festivos e dançáveis.William Orbit, nome fulcral na produção de "Ray of Light", colabora apenas pontualmente em "Music", uma vez que é o francês Mirwais que se ocupa da maioria dos temas.
O french touch de Mirwais é evidente, tanto pela forte recorrência a vocoders como às contaminações house a la Daft Punk presentes em alguns momentos, tornando "Music" num portento de energia cinética e vibração.
Uma das mais interessantes inovações que o produtor francês traz é a componente electroacústica que vinca a maioria dos temas, gerando episódios de considerável experimentalismo, raros num disco tão mainstream (e que seriam aprimorados no registo seguinte, "American Life").
"Music" é um contagiante party album que contém uma série de bons momentos, desde o ultra-eficaz single homónimo, o enérgico e bizarro "Impressive Instant", a irresistível doçura pop de "Amazing", a melancolia e envolvência de "Nobody's Perfect" ou a tranquilidade agridoce de "I Deserve It" (a mais bela canção do disco).
Indo do techno ao trip-hop, passando pelo funk ou electro, "Music" é um álbum inspirado e reluzente, e embora não seja tão coeso como o seu antecessor consegue deixar bem claro que Madonna é, ainda, a Rainha da Pop. Aproximando-se aqui de outros projectos que oscilam entre esferas mainstream e alternativas - como os Garbage (de "Version 2.0" e "beautifulgarbage"), os Ladytron ou os Cardigans (fase "Gran Turismo") - a cantora proporciona um sólido e sofisticado conjunto de canções que prometem incendiar qualquer festa, num dos seus álbuns mais contagiantes. Para ouvir e dançar...
E O VEREDICTO É: 3,5/5 - BOM
segunda-feira, julho 25, 2005
QUANTO MAIS QUENTE MELHOR
JÁ ESTOU DE FÉRIAS :D, e assim estarei durante as próximas duas semanas!!! Espera-se praia, cinema (apesar do cartaz fraquinho), DVDs (a ver se finalmente vejo os que tenho comprado), concertos, algumas leituras e também obrigatórias doses de dolce fare niente...
domingo, julho 24, 2005
O QUE É QUE O CINEMA TEM?
Mais um questionário de cinema, desta vez criado pelo migueL, e que em breve deverá estar disseminado pela blogosfera (pelo menos nos domínios mais relacionados com a sétima arte):
1. O que é para ti o Cinema?
É uma das expressões artísticas que mais aprecio e à qual presto maior atenção, por ser uma das mais abrangentes e possibilitar múltiplas perspectivas.
1.1 Como o encaras: Arte ou Entretenimento?
Acho que possui ambas as vertentes, pois uma não impossibilita a outra. Parece-me que para a grande maioria do público é visto como um entretenimento ligeiro, mas quem lhe dedicar mais atenção vê que o Cinema tanto engloba obras marcantes como produtos descartáveis (fazer essa separação é subjectivo, mas há poucas coisas mais subjectivas do que definir o que é ou não Arte) .
2. O que tem de ter um cineasta para que possas admirar a sua obra?
Originalidade, consistência, pouca pretensão e hermetismo, um universo próprio, tentativa de escape a modelos formatados.
3. O que tem de ter um actor/actriz para apreciares a sua interpretação?
Carisma, versatilidade, sensibilidade, entrega, capacidade de tornar a personagem verosímil.
5. Achas que as barreiras que separam o cinema das outras artes podem, em circunstância alguma, ser quebradas?
6. Passo o desafio a...
POBRE MENINA RICA
Estreia na realização da actriz Valeria Bruni Tedeschi, “É Mais Fácil um Camelo...” (Il Est Plus Facile Pour un Chameau...) segue o quotidiano de Federica, uma mulher com tanto de rica como de desorientada que não consegue ter uma vida tranquila devido à culpa por ter uma conta bancária consideravelmente recheada.
Incapaz de encontrar um rumo que a oriente, a protagonista de “É Mais Fácil um Camelo...” tenta redimir-se através de regulares confissões a um padre enquanto se arrasta num pouco auspicioso dia-a-dia passado com o namorado que não a compreende, o amante que insiste em não a largar ou uma família que, apesar de abastada, é a prova viva e que o dinheiro nem sempre traz felicidade.
Oscilando entre o drama realista e a comédia de costumes, o filme proporciona um olhar com tanto de sarcástico como de desencantado sobre as relações humanas, as desigualdades sociais e os conflitos culturais, apostando em atmosferas intimistas alicerçadas nas personagens.
Apresentando um trabalho de realização sem rasgos, mas competente, e um argumento curioso, mas algo fragmentado e de interesse desigual, “É Mais Fácil um Camelo...” vale sobretudo pelos actores, desde os secundários – principalmente Chiara Mastrioanni ou Lambert Wilson – até à protagonista.
Valeria Bruni Tedeschi, que aqui assume as funções de realizadora e actriz, não se sai mal na primeira mas convence mais na segunda, oferecendo um desempenho credível e espontâneo (numa personagem distante das que encarnou em “Quem me Amar Irá de Comboio” ou “5x2”, mas igualmente conseguida).
Embora a sua estreia possua fragilidades naturais numa primeira-obra, Tedeschi revela-se uma cineasta promissora, pois “É Mais Fácil um Camelo...”, mesmo não sendo uma obra especialmente inspirada, é uma agradável experiência cinematográfica que não envergonha ninguém. Recomendável para quem procura um filme ligeiro e simpático mas com algo a dizer.
E O VEREDICTO É: 2,5/5- RAZOÁVEL

















